quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Um governo de lacaios

A França e a Itália, apresentaram, esta semana as suas propostas de Orçamento para 2015, propostas que deixam claro que os dois países pretendem mais flexibilidade e mais tempo para reduzir o défice até aos 3%. Ao invés, Portugal, através do seu governo, demarcou-se daquela posição e defendeu que o que foi combinado é para cumprir. E a Alemanha, pelos vistos, gostou. (Fonte).

A Irlanda terá, segundo a notícia, assumido posição idêntica à do governo português, mas das razões da Irlanda não me cabe a mim curar. 
Pelo que respeita a Portugal, há que sublinhar, desde logo, que a notícia nada tem de surpreendente. Desde que tomou posse, o actual governo português tem-se comportado em relação à Alemanha, como um governo de lacaios que sistematicamente aparece a secundar as posições da suserana, por muitos contrárias que sejam aos interesses nacionais. 
Alguma explicação há-de haver para que este governo permaneça fiel a uma relação da qual até hoje Portugal não colheu qualquer benefício, a não ser um ou outro elogio saídos da boca do senhor Schäuble dirigidos, em tempos, ao dr. Gaspar e, ultimamente, à drª Albuquerque, elogios que por certo lhes farão bom proveito mas completamente irrelevantes no que diz respeito aos interesses do país.
Será que quem alguma vez se assumiu como lacaio, como lacaio permanecerá toda a vida? Será esta a possível explicação para tamanha subserviência?

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