quarta-feira, 21 de maio de 2014

Por falar em pecados...

Escreve Fernando Medina em « "Europa connosco"?»: "Ao longo destes três anos, o atual Governo sempre se recusou a contribuir para esse novo padrão de relacionamento europeu. Nunca teve, por exemplo, a preocupação de melhorar o programa de ajustamento português. Pela simples razão de que partilhou com os países credores a visão de que a aplicação da austeridade expiaria os nossos pecados. Afinal de contas, para o Governo, a arquitetura da zona euro estava perfeita e o problema das economias periféricas resumia-se a um problema de despesa, de dívida e de salários demasiado altos

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Aproveitando a boleia deste escrito de Fernando Medina, onde se fala da Europa, do governo português e da sua visão sobre a forma  de "expiação dos nossos pecados" e estando os portugueses convocados para, no próximo dia 25, irem votar nas eleições para o Parlamento Europeu, pergunto-me se este momento não será exactamente o mais azado para pedir contas a este governo pelos seus muitos "pecados" com origem não apenas na sua política de austeridade "custe-o-que-custar", mas também na sua manifesta incompetência e para o punir na medida dos sofrimentos que ao longo dos últimos  três anos tem vindo a causar à grande maioria da população portuguesa, com destaque para os desempregados, os reformados e pensionistas, os funcionários públicos e os trabalhadores em geral..
A pergunta é meramente retórica, como é evidente, pois não tenho a menor dúvida em responder afirmativamente. Aliás, digo mais, se os partidos do governo juntos na  "Aliança [contra] Portugal", não forem severamente penalizados nestas eleições então teremos de concluir, a contragosto, que os portugueses são a tal ponto conformados que não merecem melhor.

3 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Temo que, domingo à noite, tiremos essa conclusão, Francisco!

Graça Sampaio disse...

Por mim, vou castigá-los!...

Majo disse...

~
~ Concordo inteiramente com a sua opinião.

~ Em relação ao futuro da UE, estamos todos com esperança que (é a última a morrer)
apareça um forte contestador à política da Angie e que este desastre sirva de lição.