quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A víbora e a factura

Acaba de surgir, com o estrondo duma bomba, a 4ª tranche da factura a pagar pelos portugueses em razão das escolhas feitas em Junho de 2011, mês em que os eleitores decidiram beneficiar, em vez de penalizar, os infractores, ou seja os responsáveis pela demissão do Governo de Sócrates, com a alegação de que o PEC IV exigia sacrifícios insuportáveis. Na altura, porque, depois de ter acedido ao poder, para a direita deixou de haver limites para os sacrifícios. Os portugueses que o digam.
Não é, porém, caso para se dizer que temos o que merecemos, porque, em boa verdade,  nenhum povo merece que lhe calhe em sorte um governo de farsantes e, ainda por cima, incompetentes e porque, reconhecidamente, não é fácil saber, antes da eclosão do ovo, o que dele vai sair: se pinto, se  víbora.
No entanto, nesta altura, só alguém que não esteja em seu perfeito juízo pode ter dúvidas de que do "ovo" saiu uma víbora, pelo que deixou de haver desculpas. Ou o povo "mata" o réptil, ou então "aguenta, aguenta". A decisão é nossa. Não é do FMI.
(Título reeditado)

2 comentários:

nascimento ribeiro disse...

Tiro no porta aviões.
os burlões que ganharam o poder com base em colossais mentiras sobre o que iriam fazer, preparam-se para reduzir Portugal à dimensão do burkina fasso, com a prestimosa ajuda dos boys do FMI.
Acorda Portugal!!!!!!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

PCP e BE continuam a dizer que fizeram bem em derrubar o governo. Nunca mais aprendem.
Quanto à soluçá que apontas, creio ser mesmo a única possível.