quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Cuida-te, Pedro!

Passos Coelho mente com tanta facilidade que suponho que a mentira lhe é tão natural como o respirar.
O Jornal de Negócios ("link" supra) faz o favor de lembrar ao Pedro as várias declarações de incentivo à emigração proferidas por membros do seu governo, incluindo o próprio Pedro Passos Coelho.
Ei-las:
- "se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras" (secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre)
- "Quem entende que tem condições para encontrar [oportunidades] fora do seu país, num prazo mais ou menos curto, sempre com a perspectiva de poder voltar, mas que pode fortalecer a sua formação, pode conhecer outras realidades culturais, [isso] é extraordinariamente positivo" (ministro Relvas)
"Nós temos hoje uma geração extraordinariamente bem preparada, na qual Portugal investiu muito. A nossa economia e a situação em que estamos não permitem a esses activos fantásticos terem em Portugal hoje solução para a sua vida activa. Procurar e desafiar a ambição é sempre extraordinariamente importante" (Relvas em dose dupla)
- "Angola, mas não só Angola, o Brasil também, tem uma grande necessidade ao nível do ensino básico e do ensino secundário de mão de obra qualificada e de professores.Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm nesta altura ocupação e o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. Nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou querendo-se manter, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa". (Passos Coelho).

Mentir tão descaradamente, já não é defeito, é feitio. Ou melhor dito: é doença. Cuida-te, Pedro!

2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Psiquiatra com ele!

S. Bagonha disse...

Esse malandro quando fala verdade cai-lhe um braço. Até agora ainda tem os dois, logo....
Ah, mas o mentiroso era o Sócrates.