quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Se não flutua, ou encalha, ou se afunda

"O barco é lindo, mas não flutua", um escrito de Nicolau Santos, cuja leitura se recomenda.
 Para abrir o apetite, aqui fica um extracto: "A chanceler alemã, Angela Merkel, não se coibiu nos elogios à receita que o Governo está a aplicar, resumida na fórmula, primeiro austeridade, depois crescimento. E o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Junker, disse estar muito impressionado pelo nosso enorme ajustamento orçamental.
Acontece que, no mesmo dia, a agência Fitch manteve com a classificação de "lixo" os títulos de divida pública nacional, devido à incerteza sobre a execução do Orçamento do Estado para 2013, que se encontra "fortemente dependente das receitas".
Ainda no dia 12, a probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa a cinco anos subiu para o quinto lugar no clube dos dez países principais candidatos a uma bancarrota, ultrapassando a Venezuela.
E sabe-se agora que o Governo vai assumir perante a troika que falhará a meta do défice para este ano, que já tinha sido corrigida de 4,5% para 5%. Para poupar no latim, podia acrescentar desde já que vai falhar também os défices de 2013 e 2014".

Se o barco não flutua, digo eu, das duas, uma: ou encalha, ou se afunda. E, perante os números relativos ao aumento do números de desempregados e ao agravamento da queda da economia portuguesa, disponibilizados pelo INE (v. aqui e aqui) é mais que certo que o barco se está já a afundar.

2 comentários:

Graça Sampaio disse...

Estamos feitos...

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Entre as duas hipóteses venha o Diabo e escolha