domingo, 18 de novembro de 2012

Tremoços

Há quem não passe sem tremoços,  como parece ser o caso do CDS, que (coitado!) continua incomodado e a digerir o desconforto de não ter conseguido nas negociações com o ministro das Finanças que a sobretaxa de IRS se ficasse pelos 3%, em vez dos 3,5% aceites pelo ministro Gaspar. Sabendo-se, pelas contas já feitas por especialistas, que a diferença entre os 4% previstos inicialmente na proposta do Orçamento apresentada pelo Governo e os 3,5% que o ministro acabou por aceitar, se traduz, para grande parte dos contribuintes, numa poupança anual à volta dos 27 euros, forçoso é concluir que o CDS, no que respeita ao alívio fiscal, se contentaria com bem pouco. Para se sentir confortável, ao CDS bastar-lhe-ia ter conseguido uma poupança fiscal que, em grande parte dos casos, não ultrapassaria 50 euros, em relação a um ano inteiro.
Dava, efectivamente, e só, para comprar tremoços! 

3 comentários:

Graça Sampaio disse...

Eles querem é estar no governo! O Paulinho das Feiras gosta de estar lá em cima e desta vez até pode passear pelo mundo todo à custa do Zé. Que mais pode querer?!

Evaristo Ferreira disse...

Paulo Portas e o CDS/PP, embora não queiram ficar na fotografia, são responsáveis pelo "enorme aumento de impostos" inscrito no OE para 2013. E autoproclamavam-se eles o "Partido do Contribuinte". Ao faltar à Cimeira de Cádiz, Portas mostrou que não está interessado em ajudar Portugal a vender mais. Preferiu ficar por cá para convencer Gaspar a baixar os 4% da taxa extra de IRS. Ganhou um irrisório "meio ponto percentual".

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não sei o que é mais risível: a edç
ao, ou a cara do lider parlamentar centrista quando quer dizer que foi uma pequena vitória do CDS...