quarta-feira, 18 de março de 2015

A lista que não existia

A lista VIP que Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, garantiu não existir já provocou uma baixa na Autoridade Tributária e Aduaneira (AT): o director-geral da AT demitiu-se.
Se António Brigas Afonso, o director-geral, foi lesto a demitir-se, a ministra das Finanças não lhe ficou atrás ao aceitar prontamente a demissão. Ela lá saberá a razão de tamanha pressa.
Os desmentidos de Paulo Núncio relativamente à existência da lista sempre se revelaram inconsistentes, mas o estranho neste caso é que quem ardeu não foi quem pôs as mãos no lume (Paulo Núncio), mas o seu subordinado, que, se não tem culpas no cartório, aceitou de pronto desempenhar o papel de bode expiatório. 
Seja assim ou seja assado, certo é que estamos perante mais uma embrulhada deste governo que só não tem consequências mais graves, porque S. Bento tem seguro de vida garantido pelo "padrinho" de Belém.

4 comentários:

Anónimo disse...

O seguro de vida deste governo não está em Belém, está em todas as casas dos borregos dos portugueses que não se manifestam e aceitam tudo.

Francisco Clamote disse...

Também, caro anónimo.

Majo disse...

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~ ~ Acumula-se um denso fumo escuro...
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Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Subscrevo o comentário do Anónimo e quanto ao teu post, apenas acrescento duas coisas: PPC também garantiu que não existia a lista;
não basta confirmar a existência da lista, é preciso saber que nomes constavam dela.