segunda-feira, 2 de março de 2015

Um patusco

Destacaram-se em defesa de Passos Coelho a propósito do calote que ele pregou à Segurança Social, além do próprio, cuja argumentação já comentei aqui, vários outros figurantes. 
Ocupo-me agora de um deles a que chamo "patusco" designação que me parece perfeitamente ajustada a Marco António Costa (MAC), tendo em conta o modo como se ocupou da defesa do caloteiro em causa.
MAC, para alicerçar a defesa lançou mão, em primeira linha, da cartilha em uso no PSD desde os tempos do ministro Relvas e começou, por isso, por falar em "lapso", expressão que no PSD tem servido e, pelos vistos, continua a servir para explicar tudo o que não tem, nem justificação, nem explicação possível. 
Acontece que a explicação baseada no alegado "lapso" não bate certo com outra alegação feita na mesma altura. MAC, de facto, não se contentou em invocar o lapso, provavelmente, por achar a explicação era frouxa, pelo que sentiu a necessidade de se  alongar na explicação. Veio, por isso, também alegar que Passos Coelho "não sabia, não conhecia" as suas obrigações.
Acontece, porém, que os dois termos da explicação são incompatíveis entre si. Na verdade,  ou o calote se ficou a dever a um "lapso", ou seja a um erro, quiçá, a um esquecimento; ou Passos Coelho "não sabia, não conhecia" as suas obrigações e, em tal caso, terá de falar-se em desconhecimento. Esquecimento  e desconhecimento ao mesmo tempo é que não é possível: ninguém se esquece do que desconhece.
MAC, infelizmente para ele, não se apercebeu de quão risível era a sua explicação para o caso, explicação que, obviamente, nada explica e que, consequentemente não é para levar a sério. Teve, no entanto uma consequência: MAC cobriu-se a ele próprio de ridículo. 
"Patusco" tem no meu dicionário o significado de "ridículo".
Fiz-me entender?
(notícia e imagem daqui)


1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

O PSD é todo ele um lapso. A começar por PPC.