terça-feira, 4 de setembro de 2012

O toque de Midas, digo, do "Álvaro"

Anda o ministro da Economia (do Emprego, dos Transportes e do diabo a quatro) pelos campos de Alcobaça e Aljubarrota a farejar petróleo e gás natural, durante um intervalo no seus passeios por terras alentejanas à pesquisa de ouro e enquanto isso, as empresas públicas, em particular as que estão sob a a sua tutela, apresentam nas contas relativas ao 1º semestre deste ano, prejuízos no montante de 700 milhões de euros, superiores em 94% aos de igual período do ano ano anterior. 
É claro, perante estes factos, que o "Álvaro" tem um estranho conceito das prioridades. Alguém, a não ser ele, consegue ver onde é que se vai descobrir petróleo, gás natural e ouro para compensar tamanhas perdas?
E daí, admito, talvez não seja uma questão de prioridades. De facto, não é de excluir a hipótese, ainda que  improvável, de o Álvaro ter conseguido chegar à conclusão de que até o ouro onde põe as mãos se transforma em pechisbeque (como é evidente no caso das empresas públicas de transporte) e daí o ter decidido que, enquanto não for corrido do governo, o mais aconselhável será entreter-se com uns passeios pelo campo.
Se foi o caso, gabo-lhe a decisão, porque não restam dúvidas de que se trata duma decisão acertada. Rara nele e no governo de que faz parte. Este se tivesse consciência de que está a conduzir o país para a maior das desgraças, já se tinha posto a andar. Em bloco.

2 comentários:

folha seca disse...

Isso! Meu Caro.
Abraço
Rodrigo

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não foi este governo que disse que ia pôr as empresas públicas a dar lucro?
Os passeios bucólicos do Álvaro são fruto da saudade do Canadá.