segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Para o país, seria possível imaginar um mal maior?

Não fora a teia de cumplicidades criadas a partir da JSD e PSD (ver infografia do post anterior) e mais tarde o "apadrinhamento" por parte do também companheiro de partido, Ângelo Correia, a hipótese de Pedro Manuel Mamede Passos Coelho (vulgo, Passos Coelho) ser actualmente mais um desempregado não pode ser tida na conta de altamente improvável. Eu diria mesmo que, se não fossem aquelas circunstâncias, a hipótese de Passos Coelho ser, nesta altura, um desempregado seria até muito provável, se se atentar nos muitos milhares de pessoas possuidoras de graus académicos (licenciaturas, mestrados e doutoramentos) que estão nessa lamentável situação, não obstante terem obtido os títulos académicos em universidades de prestígio, ao contrário de Passos Coelho que, segundo se pode ler na respectiva página da Wikipédia, não passa de um  licenciado em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa, se bem que no seu currículo, segundo a mesma fonte, também conste que, antes, "ingressou na licenciatura de matemática na Universidade de Lisboa, mas acabou por não prosseguir esse curso". Isto é: desistiu. Não chegou ao ponto de obter uma licenciatura por equivalência, como o seu amigo Relvas, mas, na desistência do curso inicial, emparelha perfeitamente com o amigo do peito.
Temos pois que, em termos de habilitações académicas, Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal, por distracção dos portugueses, apresenta bem piores credenciais do que milhares e milhares de jovens e menos jovens desempregados destes país.
Em que é que ele se distingue desses milhares e milhares de portugueses? Em nada, a não ser no facto de poder contar com uma rede de "amigos".
Já alguém (cujo nome ora me não ocorre) definiu o "amiguismo", forma superior e organizada dessa outra instituição nacional - a "cunha" - como o maior mal que afecta a vida do país, afirmação com que estou de  acordo. 
E, no caso do "amiguismo" cor de laranja, tendo em conta os resultados, então sou forçado a concordar absolutamente: em vez de termos mais um desempregado, temos que aturar este primeiro-ministro.
Para o país, seria possível imaginar um mal maior?

2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Eu já não digo nada, Francisco... Cada vez que penso que atinimos os limites, vem sempre alguma coisa pior!

menvp disse...

PARA UMA MELHOR GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS, E FINANCEIROS, DA SOCIEDADE:
A regra dos «3 ordenados mínimos»
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Os gajos de Cuba podem ter montes de defeitos... no entanto, possuem o know-how necessário para formar a quantidade de profissionais de saúde necessária às populações!
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Tal como dizem os chineses - «não dês um peixe, ensina a pescar» - ou seja: a solução não é importar médicos cubanos, mas sim, pedir ajuda ao governo cubano... para que se consiga formar a quantidade de profissionais de saúde necessária!
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NOTA:
Por exemplo, é escandaloso existir falta de médicos em 'n' serviços públicos de saúde!... De facto, oferecendo um salário de TRÊS ordenados mínimos... um serviço de saúde público não deveria ter problemas em contratar um médico.
{Uma obs: Deveria-se recorrer ao know-how cubano... para avaliar qual o número de profissionais de saúde que será necessário formar para cumprir esta «regra dos três dos ordenados mínimos»... leia-se: AVALIAR O NECESSÁRIO AUMENTO DA OFERTA... para a procura existente... }.
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P.S.
Como é óbvio, a regra dos «3 ordenados mínimos» deve ser aplicada a outras profissões aonde existe oferta de serviço público.
A «Regra dos 3 ordenados mínimos» não será um tecto salarial... mas sim, um indicador objectivo: se existe procura de profissionais (propondo um salário de 3 ordenados mínimos) numa determinada área... e não existe oferta de profissionais interessados nesses postos de trabalho... ENTÃO: há que aumentar a oferta de profissionais nessa actividade profissional - leia-se, aumentar o número de pessoas com a formação necessária para desempenhar esses trabalhos [escusado será dizer que é um escândalo estar a desviar recursos dos contribuintes para aonde não fazem falta - leia-se, para 'Cursos de Formação de Desempregados'].