quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O "padrinho", entretanto, ressona

Perante o estado de degradação a que chegou a coligação no poder e conhecidas que são as previsões independentes que anunciam que o Orçamento do Estado apresentado por este governo é inexequível e que vai conduzir a um desastre de enormes proporções, a confirmar-se a previsão do FMI, que aponta para uma possível queda da economia superior a 5%, é evidente que o Cavaco Silva já deveria ter tomado uma qualquer acção no sentido de pôr cobro a esta situação.
No mínimo dos mínimos, como "padrinho" deste governo, já deveria ter chamado os cônjuges desavindos para porem termo ao triste e degradante espectáculo que vêm exibindo na praça pública. O mais certo e o mais adequado à situação seria, no entanto, dissolver este Parlamento e convocar novas eleições. Por muito incerto que seja o resultado de uma tal opção, pior não seria do que o desastre para que este governo está a conduzir o país, pois o desastre é mais que certo, face a todas as previsões de entidades independentes e às opiniões quase unânimes dos especialistas sobre a inexequibilidade do Orçamento apresentado. 
O facto, porém, é que, por enquanto, o "padrinho" não faz mais do que ressonar.
Minto: em abono da verdade deve dizer-se que, de vez em quando, durante os intervalos do ressonar, vai deixando um avisos no Facebook. Mas é tudo. Se calhar, Cavaco Silva acha que, como presidente da República, a mais não é obrigado. Só pode.
(reeditado)

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

C´para mim, que sou portista, o Cavaco é fantasma que os colombianos descobriram que acompanha James Rodriguez em todos os jogos!