segunda-feira, 28 de maio de 2012

Uma questão de faro apurado

Tem sido por aí afirmado, na sequência dos factos vindos a lume sobre o relacionamento de Miguel Relvas com o ex-chefe das Secretas, Silva Carvalho; sobre a divergência dos factos em relação às declarações por ele prestadas na Comissão de Ética do Parlamento; e sobre toda a sua actuação em relação ao jornal Público, que o ministro Miguel Relvas é um "cadáver político". 
A continuação da sua permanência neste "governo" prova o contrário. "Cadáver político" pode ser, mas adiado. Nem podia, aliás, ser doutra forma. Como é que os demais ministros poderiam suportar o fedor em Conselho de Ministros se a "cadaverização" já se tivesse concretizado? 
Zeus nos livre duma tal situação, porque, mesmo adiada, já não deve ser nada fácil suportar a  "cadaverização"  a quem tenha um faro apurado. O adiamento prova, no entanto, que faro apurado é dom que o primeiro-ministro não tem.

2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Os coelhos nunca tiveram faro apurado e adoram fornicar na relva.

Evaristo Ferreira disse...

Ironia e assertividade. Boa peça.
Um abraço.