quarta-feira, 17 de julho de 2013

"Emagrecer o Estado", "custe o que custar".

Não se pode negar que, para um defensor do "Estado mínimo", como Passos Coelho, a nomeação de Maria Luís Albuquerque como ministra das Finanças, em substituição do "impressionante" Gaspar", foi a escolha certa.
Tendo sido ela, enquanto secretária de Estado do Tesouro quem apôs a assinatura, em nome do governo, no contrato que, por 40 milhões de euros, entregou o BPN ao BIC, depois de o Estado ter enterrado no banco oferecido mais 500 milhões de euros para tornar a oferta ainda mais aliciante, não há dúvida que é, à semelhança de Passos Coelho, uma intrépida defensora do "emagrecimento do Estado".
E mais se acentuou essa certeza quando se ficou a saber que, por via do escrito nas linhas ou entrelinhas do contrato, o Estado pode vir a ter que assumir, na sequência da sua execução, novas  responsabilidades que podem chegar até aos 816 milhões de euros, sendo que o Estado, por conta de tais responsabilidades, já pagou 22 milhões de euros e já recebeu do BIC  facturas no montante de 100 milhões de euros.
Aparentemente, pelo menos, a "venda" do BPN foi, para o BIC, um autêntico "negócio da China", o que, a ser verdade, significa que com a nomeação de Maria Luís Albuquerque, para ministra das Finanças,  a "pasta" (em qualquer dos sentidos que o termo comporta) ficou muito bem entregue. Pelo menos, supõe-se que estará em condições de cumprir as funções que, por Passos, lhe  foram confiadas: "emagrecer o Estado", "custe o que custar".
Não se pode dizer que, para alcançar tal objectivo, haja falta de boas oportunidades, pois há mais negócios na calha. 

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Agora, com o Seguro a apadrinhar este governo, é que vai ser um regabofe!